Teclas pensadas entre finos e cigarros numa qualquer esplanada.
17/04/2010
Quotations I
14/03/2010
Ui!
- O Natal (como tem sido hábito, a 25 de Dezembro);
- Virou-se a página a 2009 (dia 31 de Dezembro à noite);
- Brindou-se a felicidade dobrada em 2010 (dia 1 de Janeiro de madrugada);
- Começou a época de exames e coincidência ou não, tremeu a terra no Haïti (dia 12 de Janeiro);
- O meu Diogo chateou-se e foi engatar suecas para bem longe de Coimbra (saibam tudo aqui);
- Acabou-se a época de exames (19 de Fevereiro);
- A Madeira inundou (dia 20 de Fevereiro);
- O Chile tremeu (dia 27 de Fevereiro).
(anexei datas não me fosse enganar, até porque este blog prima pelo rigor).
Dissecando todos estes acontecimentos, uns serão mais interessantes que outros, como é óbvio, uns com mais a dizer, outros menos.
Mas uma coisa se realça. O que realmente salta à vista é a proximidade cronológica de eventos catastróficos à escala global com as datas que delimitam a minha época de exames. Será coincidência? É muito provável. Até porque se a solução para o fim de todos estes dramas globais fosse eu me enclausurar e estudar permanentemente, por muito que eu me preocupe com a Humanidade, também me preocupo com a minha sanidade mental, e essa sofreria um revés tremendo.
Referência ainda como é óbvio ao Diogo que coloniza por esta altura terras suecas (e não só terras, calculo...). Note-se que no outro dia, apesar do frio que se fazia sentir na "sibérica" Coimbra, resolvi sair com um casaco que este mesmo Diogo, na ânsia de fugir para o frio sueco, deixou para trás. E eu, munido deste mesmo casaco, em plena Associação, decido, após uma quantidade de finos situada entre os 5 e os 15, a qual não tenho dados para precisar, ir mijar (foi mesmo mijar, aqui não há dúvidas, lembro-me de pensar "Tenho que ir mijar, foda-se!"). E ao ver a minha urina descrever um turbilhãozinho e desaparecer no ralo do urinol para a vasta e eficiente canalização coimbrã, senti um aperto no peito e decidi ligar ao Diogo.
E esta é a forma que tenho de te homenagear e dizer que mal posso esperar pelo teu regresso para ouvir todas as tuas histórias...
E assim me despeço, prometendo voltar mais assiduamente a este espaço muito agradávelzinho.
05/12/2009
Viagens VI
18/10/2009
Tenha um Óptimo Café Nicola
Hoje é o dia!
Ou então não, mas gosto desta sabedoria de pacotinhos de açúcar.
25/09/2009
Coimbra III
10/09/2009
Viagens V e a Depressão Pós-Férias
27/08/2009
Michael e o Sistema Judicial I
- A mala/pochette encontrada é de X.
- O telemóvel amaldiçoado está na mala/pochette.
- Logo, o telemóvel é de X.
No entanto, a vida real é, infelizmente, muitíssimo mais complexa. Michael é chamado a depôr. Primeiro na qualidade de testemunha. Mas na cabeça do agente que conduz a entrevista (chamemos-lhe desta feita "Agente Marcelo") a situação é clara: à sua frente irá surgir-lhe perigoso fora-da-lei, um indivíduo sem sentimentos, que dedica a sua vida ao crime, entre dois goles de whisky e noites tórridas de sexo com mulheres de seios torneados, atraídas pela adrenalina da vida deste. E depois aparece Michael. A desilusão é óbvia, estampada na cara de Agente Marcelo. Ou os bandidos modernos têm um metro e sessente e pouco, ou esta vai ser uma tarde monótona. A suspeita cai por terra. Ou por X ter 20 e tal processos em aberto, ou por Michael ter imediatamente pedido piedade e ter justificado o brutal assassinato das melgas que povoam a sua morada com o picotado que preenche o seu corpo e lhe provoca uma terrível comichão. Adiante. Gorada a hipótese de brincar aos polícias a sério, com murros na mesa e em Michael numa sala sem janelas, Agente Marcelo começa a preencher o depoimento. Luta por conseguir traduzir em palavras o que o relato mirambolesco que Michael partilha com ele lhe sugere. Terminadas as formalidades, Michael despede-se de Agente Marcelo com um aperto de mão e a certeza de um reencontro com semelhante figura de autoridade em Coimbra, onde o mítico assalto ocorreu.
Michael sai da esquadra. Os seus membros tremem. A sua primeira vez com o sistema judicial foi tão intenso quanto sonhara. É testemunha num Processo-Crime. E ao ritmo a que pula e avança a Justiça do país em que vive, mais capítulos povoarão o futuro de Michael na sequência do já badalado Crime do Avenida na Sá da Bandeira.
Enfim, acontece-me tudo...
